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dia após dia , ganhando e perdendo , errando e acertando (:

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Parte 8

- Amor, você vai na nossa festinha hoje né?
- Tava afim de ficar em casa com você - ele sorriu - queria matar a saudade.
- A nem vem Kauê, não vai roubá-la de mim, você vai sim - intrometi.
- Sophie, já pensou em arrumar um namorado e deixar minha namorada em paz? - rimos.
- Já, só que eu desisti quando pensei que poderia ficar melosa igual a Yas, daí desisti - ri e ele me acompanhou, só a Yas não achou graça - Poxa Yas, você sabe que eu tô só brincando né?
- Eu sei boba - ela riu.
- Então casal, acho que vou embora, não vou atrapalhar vocês, vou pra minha casa, confirmar a presença do pessoal.
- Tá bom doce de goiaba, te encontro na festa.
Me despedi eu fui pra casa, arrumei a minha roupa pra festa, peguei meu celular, um caderno e uma caneta, sentei em frente a escrivaninha do meu quarto e comecei a ligar pra galera. A maioria confirmou, alguns foram incerteza, poucos não podiam ir.
Deixei pra ligar por último pro Bruno.
- Alô - voz de sono.
- Foi mal amor, te acordei né?
- Não tem problema, eu tava vendo um filme aqui e de repende dormi - rimos.
- E ai Bruninho vai vim na festa?
- Que festa?
- Não viu a mensagem que eu te mandei?
- Não.
- Festa no lugar de sempre, as 20 hrs.
- Tenho que ir no aniversário da minha priminha, mais depois eu vou.
- Tá legal então, vou desligar, tá batendo na porta ali, acho que a Lúcia teve que sair.
- Vai lá, tchau amor, beijos.
- Beijo.

Parte 7

Como prometi à Yasmin, fui com ela na casa da minha avó. A Yas entrou primeiro, ela sorriu e a abraçou, enrolei um tempo na rua, não queria entrar e ter que aturar ela sendo tão sínica comigo. Entrei e ela torceu o nariz, mas voltou a sorrir e me abraçou também.
- Quanto tempo meus amores - já disse que a voz dela irrita?
- Pois é vózinha, você não vai lá em casa - a Yasmin disse toda contente.
- E como vocês estão?
- Estava muito bem - forcei o sorriso.
- É, ela tá com dor de cabeça - a Yasmin me fuzilou com os olhos
- Bom você ter vindo aqui Sophia, ligaram do sítio do seu avô. Eles pediram pra alguém ir lá autorizar uma pequena obra na cozinha, e como você gosta muito de lá, pensei que gostaria de ir.
- É, depois eu ligo e aviso que eu vou amanhã.
O sítio era do meu avô, e antes de morrer ele sempre me levava lá. Era bom ficar lá, eu gostava.
Depois que a Yasmin conversou um tempo com a nossa vó fomos embora, ou melhor, quando estávamos indo embora o Kauê (namorado da Yasmin) ligou, e falou pra passarmos na casa dele.
- E ai manézão - sorri pra ele.
- Oi nanica - devolveu o sorriso.
- Oi amor - A Yasmin foi pro lado dele.
A Yasmin namora com o Kauê a 1 ano e meio, ele era meu amigo quando eles se conheceram, e eu me dava bem com ele, tirando as provocações de um ao outro.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Parte 6

Já estava tudo pronto, o local da festa estava em ordens, era só levar as coisas pra lá.
- Prometi pro meu pai que hoje iríamos na casa da vó - a Yasmin falou num tom de desanimo.
- Caramba, não tô afim de ir lá não.
- Sophia, ela era mãe da sua mãe, você não pode simplesmente abandoná-la.
- Não tenho culpa se ela nao gosta de mim.
- Dá onde você tirou isso?
- Ela me culpa pela morte da minha mãe, isso todo mundo sabe. - ela apenas abaixou a cabeça porque sabia que era verdade.
- Vamos, só um pouco, por favor Sophis, prometi ao meu pai.
- Só se você prometer que vai ficar lá só um pouquinho.
- Tá legal - ela me abraçou feliz.

Parte 5

Desci correndo a espera de ver a Lúcia na cozinha, e lá estava ela como previ.
- Lúcia, tem muito serviço hoje? - perguntei como quem não queria nada.
- Hoje tá tranquilo, seu pai foi viajar, deixa eu ver se adivinho, quer que eu ajude com os petiscos da festa que você vai fazer escondido dele? - sorriu.
- Já falei que te amo? - abracei-a.
- Pode deixar que eu cuido disso.
Subi correndo pra terminar de falar com a Yasmin.
- Agora só faltas as bebidas e avisar a galera.
- Já sabe o que encomendar?
- Hoje eu tava afim de curtir, não queria ninguém bêbado - choraminguei.
- Faz o seguinte, pedimos refrigerante e, aquela batidinha que seu pai encomendou em uma social que ele deu.
- Claro, ela quase não tem alcool e engana todo mundo - sorri.
- Então eu ligo pra encomendar as bebidas, e você faz contato com a galera.
Peguei meu celular, digitei uma mensagem de texto "Festa no lugar de sempre, as 20 hrs" e mandei pra minha lista de amigos que já estava separada na lista do meu celular.

Parte 4

Depois que meu pai saiu fomos tomar café, não havia ninguém na casa, era dia da Lúcia(empregada) fazer as compras do mes no supermercado. Ficamos em silencio durante uns cinco minutos, eu tava me lembrando do meu sonho, até que a Yasmin quebrou o silencio.
- Sophis, você com o Bruno, é só amizade mesmo ou algo mais?
- Que pergunta Yas, claro que é só amizade.
- Pelo menos da sua parte né? - rimos.
- Haha engraçadinha.
- Fala sério, nunca rolou nada entre vocês dois?
- Bom - sorri meio sem graça, mas eu não mentiria pra ela - a gente fica de vez em quando.
- EU SABIA - ela gritou vitoriosa - sabia sabia sabia sabia.
- Ás vezes eu me acho a pior pessoa do mundo. Eu não quero nada sério, e continuo ficando com ele, não quero enganá-lo.
- Cara, parece até aquelas historinhas de filme de colegial. A mais popular do colégio, com o capitão do time de futebol da escola.
- Nada a ver, só na sua cabecinha.
Terminamos nosso café falando sobre outras coisas, rindo e falando bobagem. Subimos e nos trocamos. Coloquei um short jeans curto e uma blusinha que eu achei no meu guarda roupas. A Yasmin fez o mesmo.
- E ai, qual será nosso trabalho para hoje? - perguntei pra Yas -
- Temos que arrumar as bebidas, encomendar os petiscos e ligar pra galera.

Parte 3

Ela voltou a deitar no colchão que havia ao lado da minha cama, e dormimos. No outro dia, meu pai viajaria, ou seja, dia de festa na casa de piscina.
Acordamos no outro dia bem cedo pra nos despedirmos do meu pai.
- Pai, juízo ein coroa, e não demora muito a voltar - eu o abracei.
- Pode deixar minha boneca. Volto no máximo em dois dias.
- Pode deixar tio, eu cuido dessa maluca enquanto você tiver fora - ela me empurrou de leve e abraçou meu pai.

Parte 2

Enquanto eu dormia eu tinha um sonho assustador.
Eu estava em lugar que eu conhecia, tava diferente, vazio. Era a minha escola, eu estava na quadra, vazia e escura, do nada as luzes acenderam, eu tava sentada no chão enquanto a minha volta eu via alguns de meus colegas, todos falavam algo do tipo "Sophia levanta, estamos com você" mais algo muito forte me mantia presa no chão. Eu olhava em volta, somente colegas, não via minha família, não via a Yasmin, só quem eu via ali além daqueles 'desconhecidos' era o Bruno, ele me olhava assustado e ao mesmo tempo com pena. Eu tentava levantar e correr até ele, mas não conseguia, eu comecei a chorar desesperadamente.
- Sophis, acorda - eu reconheci aquela voz de veludo, era a Yasmin - você tá bem?
- Tô, foi só um sonho - ela me abraceu, eu estava chorando - um sonho estranho.
- Quer falar sobre ele? - ela me soltou, e se sentou na minha frente, eu apenas assenti.
- Eu tava na quadra da escola sozinha, no escuro, ai do nada as luzes se acenderam, e tinha um monte de gente a minha volta, todos me olhavam com pena e diziam estar comigo. Eu não via meu pai, eu não via você - dei ênfase - só quem eu conhecia era o Bruno, ele era o que estava mais perto de mim, assustado e ao mesmo tempo com pena. Eu sentia medo Yas, muito medo, eu chorava e tentava levantar, mais algo me mantia no chão.
- Que bobagem Sophis - ela disse num tom de revolta - o Bruno tava lá e eu não? Só em sonho que eu um dia vou te abandonar - ri com a palhaçada dela, e ela me acompanhou - é sério, nunca vou te deixar doce de leite.
- Eu sei, eu sei, foi só um sonho. - assim eu espero, só um sonho.

Parte 1

Bom, não sou a 'senhorita mis simpatia', não tenho muita paciencia com pessoas, amo fazer compras e promover festas. Mas também não sou fútil, pelo menos eu não acho. Algum problema em ser feliz?
Tá legal eu admito, talvez seja só um pouco.
Vou contar um pouco da minha história. Sou Sophie Haylet Rimotan, tenho 17 anos e moro com o meu pai (Marcos) que é dono de uma grande empresa.
Minha mãe morreu logo depois que eu nasci, deve ser por isso que a minha avó materna não me aceita muito bem, ela me culpa pela perda de sua filha mais nova.
Era pra minha vida ser um desastre se não fosse pela Yasmin, e meus tios. Ela é minha prima, o pai dela era irmão da minha mãe, e a mãe dela irmão do meu pai. Na verdade meus pais se conheceram graças aos meus tios. ( Tia Marta e Tio Eduardo)
E desde que eu nasci sou muito ligada a eles, principalmente a Yas.
Yasmin é dá minha idade, estuda na mesma classe que eu, e fazemos tudo juntas, não imagino a minha vida sem ela. Funcionamos em equipe, ela é a responsável, e eu a divertida, assim nos controlamos.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Oitava Parte - 14/01

Eu te amo !
PS: Não sei se vou conseguir te acordar amanhã. Você me perdoa por isso?"
Então ela chorou. Chorou e abraçou os pais, os pais dele. Chorou como nunca, e tremia por tantas emoções passarem por seu corpo. Ana encarou o noivo. Terminou o noivado naquele dia. Não adiantava esconder algo que estava na cara: ela amava Bruno, e seria sempre o SEU Bruno. ELE era o homem de sua vida, não Felipe. O homem que sempre esteve lá, amando-a ao máximo. Em qualquer momento.
Ela chorou muito, e seguiu a vida. Todos os dias ela lembrava de Bruno. Viver em um mundo sem ele não fazia sentido. Mas não desperdiçaria todo o amor e que estava dentro dela. Ela podia sentir seu coração batendo. Ela lembrava a cada momento, que mesmo separados eles estavam juntos. Mas apenas uma coisa fazia seu coração se apertar, se contorcer de dor. Que fazia uma lágrima se escorrer sempre que pensava nisso.
Ela sentia falta daqueles beijos. Dos beijos que foram negados. Mas ela foi feliz. Morreu com seus oitenta e tantos anos. Mas era sempre feliz. Afinal,
O coração do homem de sua vida batia dentro dela.

Sétima Parte - 14/01

Após isso, entregue a segunda carta para Ana quando ela acordar. E quando a noticia da minha morte chegar, entregue a terceira para os meus pais."
Assim acabava a carta. Felipe não acreditava no que lia. Não acreditou, e nem precisava. Correu para o hospital em seu carro. Ele entregou a carta e o corpo do homem, que agora estava ainda mais branco. Aconteceu na hora; o coração dele foi tirado e levado para Ana. Quando ela acordou, não muito depois, viu os pais dela, seu noivo e os pais do namorado de 6 anos atrás. Eles sorriam e choravam; ela não entendeu. Foi quando viu a carta com a letra dele, escrito o nome dela. Ela pegou a carta e leu, então. "Meu amor, bom dia. É hora de acordar. Eu não pude te ligar hoje, você estava ocupada. Por isso deixei essa carta. Sabe, eu não vou estar ai por um bom tempo, as pessoas sabem quando a sua hora chega. E eu aceitei a minha com a mesma felicidade que eu tinha quando te vi na frente da sua escola. A minha hora chegou quando seu fim estava próximo . Eu te prometi que te protegeria de tudo e qualquer coisa que acontecesse, e mesmo sem chamar, eu estive lá. Desta vez não me chamou, quis resolver sozinha, eu não podia deixar. Eu resolvi dar um fim então. Eu estava ficando cansado, o trabalho pesava demais. Mas porque agora? Eu não sei. Mas não teria sentido eu viver em um mundo que você não existe. Então eu decidi ir antes e ajeitar as coisas. Pra daqui a alguns anos nós conversarmos aqui na minha nova casa. Agora eu tenho que ir, meu amor. Esse coração no teu peito, esse coração que bate no teu peito. É o mesmo coração que está inundado do amor que você disse não ser o suficiente. É o mesmo coração que lhe dava amor todo dia. Por favor, cuide bem dele. Agora eu preciso ir, preciso descansar um pouco. Eu vou estar sempre contigo.

Sexta Parte - 14/01

A garota aprendeu a viver com a dor. Passaram-se 5 anos, Bruno estava formado em direito, era um advogado de sucesso, ainda morando em Bolton – nunca largaria a cidade que abrigava seu, ainda, maior amor. Ana era uma fotógrafa de sucesso, ganhava a vida fotografando famosos de todo mundo – mas não saíra de Bolton também, amava a cidade com todas e cada fibra de seu ser.
Bruno era melhor amigo de Ana, Ana era melhor amiga de Bruno. Ana tinha um noivo, um executivo de sucesso, que vivia de Londres pra Bolton, de Bolton pra Londres. Já Bruno sabia: por mais que tentasse achar alguém igual à Ana, não conseguiria. Só ela seria o amor da sua vida, que ele amava excepcionalmente. Nunca iria mudar.

Quinta Parte - 14/01

- Não, não é. Eu sinto que eu não to sendo justa com você. E sem ser justa com você, eu não sou justa comigo. Eu não sei se eu faria o que você fez. Eu acho que não. Eu sou egoísta demais, eu não sei. Não quero mais ser injusta com ninguém, não quero dormir pensando isso. Há meses eu penso nisso, e fico com peso na consciência. E, de verdade, eu não sei se seu amor é o suficiente pra mim. – A garota disse e virou as costas.
Foi andando para a sua casa. E ao contrario de momentos tristes clichês (n/a: eu odeio clichês), não estava chovendo. O céu estava azul, o sol brilhava, como raramente acontecia em Bolton. Mas o que estava dentro de Bruno (e de Ana) não era assim tão brilhante.
Para Ana chegar em casa, tinha de passar pela frente da casa de Marcela – era esse o motivo de um sempre estar na casa da outra; elas moravam lado a lado. A garota passou correndo, chorando, enquanto Marcela estava na janela. Marcela saiu correndo de casa – ignorando completamente o estado critico em que se encontrava: blusa dos ursinhos carinhosos, cabelo preso em um rabo-de-cavalo mal ajeitado, short curto de florzinhas e pantufas do tigrão – indo logo para a casa da amiga. Ela bateu a campainha, e a mãe da amiga atendeu. Disse que podia subir as escadas, Ana estava em seu quarto.
Marcela subiu correndo, tropeçou, quase caiu 3 vezes – ‘Malditas escadas enormes’, pensava – mas chegou ao quarto em segurança (lê-se sem sangue escorrendo pela cara).
- Any! O que foi, amor? – A garota encontrou a amiga deitada, chorando em sua cama.
- O Bruno! – Ana não conseguia falar direito. Por essa mini-frase Marcela tinha entendido. Não tinha mais Ana e Bruno pra sempre e sempre e sempre e sempre. Agora era Ana.

Quarta Parte - 14/01

Vocês confiam tanto um no outro, e se amam tanto. Eu tenho até nojo de ficar no quarto com você quando você ta conversando com ele. É um amor que se espalha no ar, que nossa senhora! Eu consigo sentir os coraçõezinhos explodindo pelo quarto. Ai fica tudo rosa, e você fica com uma cara de sonho realizado pro computador! Any, pára de subestimar o que você tem. Deixa de ser idiota.
- Você é um amor, sabia? Marcela, não sei. Não dá. Eu não desistiria de tanto por ele, e eu acho injusto ele desistir de tanto por mim.
Marcela bufou. Porque a amiga tinha que ser tão burra?
Meses se passaram, o tempo passava rápido. Ana não terminaria o namoro por messenger, frio demais. Ela esperaria o namorado chegar.
A garota tentava adiar o máximo possível, por mais que quisesse ver o garoto de novo. Ele tinha um cabelo lindo, e olhos mais ainda. Ana conseguiria ser invejada por todas as garotas da cidade se fosse vista com ele. Mas ela não queria inveja. Queria seguir o seu coração.
Quanto mais Ana queria adiar a situação, mais as horas corriam, e com elas os dias, as semanas, as quinzenas, os meses. O ano.
Chegou o dia; Ana esperou o seu futuro-ex-namorado onde se encontraram meses atrás.
Ela negou o beijo mais uma vez. O namorado ficou sem entender, mas aceitou.
- Olha, eu tenho que conversar com você.
- Diga. – Bruno sorriu.
- Quando você me disse ‘Vou me mudar pra Bolton’, eu fiquei feliz. Mais feliz que já fiquei há muito tempo. Mas depois eu comecei a pensar se faria o que você ta fazendo por mim. Você desistiu de toda sua vida em Londres, Bruno.
- Eu sei. Pelo melhor motivo na face da Terra.

Terceira Parte - 14/01

Ela disse e o abraçou. Com mais força do que já abraçou outra pessoa. E o garoto se contentou em encostá-la. Ele sabia que o que Ana estava falando era verdade. Eles IRIAM se encontrar. E IRIAM passar o resto da vida juntos. Ele tinha certeza que ela era o amor da vida dele. Bom, agora a ‘maldita inclusão digital’ se transformou na melhor maldita inclusão digital.
O tempo passou rápido quando eles estavam juntos. Se divertiram muito, e Bruno gostou da simpática cidade da sua namorada. Ele foi embora no dia seguinte, cedo demais para conseguirem se despedir.
O tempo passou, e o amor dos dois só ia aumentando. Passaram-se 6 meses desde que Ana tinha conhecido seu namorado pessoalmente, e Marcela ainda não entendia por que eles não tinham se beijado.
- Any, você já parou pra pensar que pode ter sido uma chance única?! Você foi idiota, você sabe disso, né? – A garota dizia, sempre culpando Ana.
Mas ela sabia o que era melhor pra ela. Já tinha cansado de explicar para Marcela. Não explicaria mais uma vez. Haviam 9 meses que os dois namoravam, e um ano que se conheciam.
Eles se amavam muito, mais que qualquer pessoa que as amigas e amigos do casal já tinha visto. Um dia, Bruno apareceu com a notícia: ele conseguiu uma bolsa em uma faculdade em Bolton, e se mudaria para a cidade tão desejada.
Ana se chocou com isso. Por semanas se perguntou se sacrificaria o tanto que o garoto iria sacrificar por ele. Mas ela não era a maior fã de pensamento. Isso a fez mal.
- Any, deixa de ser besta. Você o ama, até eu posso perceber isso! E você sabe, eu não sou a pessoa mais esperta do mundo. – Marcela disse, encorajando a amiga.
- Eu sei, Marcela, mas... Ele tá desistindo da vida toda dele em LONDRES pra vir pra BOLTON! Por mim! – Ana disse – E pela bolsa que ele ganhou na faculdade, mas é mais por mim, ele me disse.
- Ana, presta atenção. – Ana olhou pra amiga. – Você não sabe quantas meninas invejam você. Não sabem mesmo. Eu, por exemplo, te invejo demais. Daria qualquer coisa pra ter um namorado como o seu.

Segunda parte - 14/01

O garoto sempre que chegava da escola deixava o computador ligado, com o Messenger aberto. Desligava a tela do computador, e fazia a lição. Sempre tinha pouca, então ficava esperando Ana, até 6 da tarde, que era quando a garota entrava, mais ou menos.
Os dois começaram a conversar aos 17 anos, e foi assim. No começo dos 18 anos, aconteceu a coisa mais esperada pras amigas de Ana (sim, porque as amigas sabiam de tudo, e esperavam há cerca de 9 meses algo acontecer): Bruno a pediu em namoro.
E foi assim, se conheceram por um computador, namoravam por um computador. O que os dois tinham era maravilhoso. Uma coisa que as amigas de Ana jamais haviam experimentado, ou ouvido falar. Nem mesmo na ‘vida real’. Eles confiavam um no outro mais que qualquer casal que todas as amigas de Ana já tinham visto, ou ouvido falar. Isso requer, realmente, muita confiança. E eles se amavam. Quando as amigas de Ana passavam o dia na casa da garota, elas viam a conversa. Elas conseguiam sentir o amor.
Eles estavam completa e irrevogavelmente apaixonados. Não havia nada que mudaria aquilo. O tempo passou, os dois ficavam mais apaixonados a cada dia (o que ia totalmente contra as idéias de Marcela, amiga de Ana. A garota pensava que a cada dia que se passasse, a tendência era o amor se esvair. Eles provaram que estava errada). Todo dia de manhã, na hora da aula dos dois, Bruno ligava para a garota. A acordava, para começarem o dia com a voz um do outro. Um dia o garoto apareceu com a boa notícia: ele conseguiria ir para Bolton. Passaria um dia lá, pois viajaria.
Eles se encontraram à noite, em frente à ex-escola de Ana. Ela conversou com o garoto. Ana não quis beijá-lo.
- Vou ficar dependente de você. Sei que você é uma droga pra mim, é viciante. Então se eu te beijar hoje, não vou conseguir ficar mais um minuto longe de você. A gente vai se reencontrar. E ai, vamos ficar juntos pra sempre.

Primeira Parte - 14/01

Era 7 de outubro , Ana se lembrava bem. Como em todos os outros dias, ela se levantou, entrou embaixo do chuveiro, lavou seus cabelos, colocou uma roupa, comeu algo e foi pra escola. Quando a garota chegou em casa, abriu seu MSN. Um convite novo. ‘Aceite’, pensou ela. Foi por sua intuição, sempre ia. Era um garoto, chamado Bruno. Os dois começaram a conversar. Com o tempo descobriram que gostavam das mesmas bandas, das mesmas comidas, do mesmo tudo.
Tinha quase tudo em comum, exceto uma coisa: a cidade. O garoto morava em Londres. A garota, em Bolton, uma pequena cidade ao sul da Inglaterra.
Eles começaram a conversar mais e mais. Cada dia mais, cada vez mais. A mãe de Ana achou que estava viciada em internet, o que realmente estava. Ela estava certa, Ana não podia contrariá-la. A garota era apenas muito preocupada com seu futuro, não deixava de fazer lições de casa para entrar no computador. Mas assim que acabava, ligava logo o aparelho.
Era também o caso de Bruno.